Minha viagem de volta

Olá galera!

Tudo bem com vcs?

O meu voo do domingo saiu com atraso de meia hora. Voamos as 8:00 p.m. e chegamos à Lisboa às 10:20 p.m. Depois que passei na imigração e cheguei ao saguão de desembarque onde passei a noite já eram quase 11:00 p.m. Como não estava com a mala, que teria me atrapalhado demais, pq fiquei a noite toda andando para lá e para cá e fui ao banheiro diversas vezes. Foi terrível pq eu não posso ficar sem dormir nem que seja algumas horas pq eu fico muito agoniado como que estafado ou estressado com um mal estar terrível.

Me sentei nos bancos mas eram muito desconfortantes. Fui para um café e comprei uma garrafinha de água com gás pq estava com um pouco de azia. Graças a Deus melhorei logo da azia. Fiquei sentado em uma mesa e como estava calçado desde que saí de Lufbra, tirei o tênis e pús minha sandália havaiana que trouxe na sacola de mão, para descansar meus pés e preocupado também com má circulação do sangue nos pés. Vi que estava tudo bem.

Me arrumei para tirar um cochilo, mas não conseguia dormir. Outro viajante com malas e sacolas se assentou também em outra mesa perto de mim, mas ele dormiu mesmo, agarrado a sua mala. Devia estar com mais sono que eu.

Me levantei e já passava de meia noite e um outro café fechou e apagou as luzes, mas eu sabia que lá haviam duas poltronas uma de um lugar e outra de dois lugares. Fui para lá pq desde cedo eu já estava de olho neste lugar pq achava que dava para tirar um cochilo bom naquelas poltronas brancas e macias.

Pessoas chegavam de viagem, desciam a rampa que dá acesso ao saguão, encontravam seus parentes e pessoas que as esperavam e iam embora. E assim, foi, até que o movimento foi diminuindo até parar.

Passei pelo isolamento do café, entre peças que enfeitavam a plataforma e fui para a poltrona menor, me sentei, estiquei para lá e para cá. Ageitei a sacola para ajudar na acomodação, mas minutos depois vi que não dava certo. Eu tinha que deitar mesmo. Então,  fui para a maior e lá me acomodei melhor mas com as pernas encolhidas. Já passavam de uma hora da manhã e eu estava fazendo contas de quantas horas faltavam para eu ir para o portão de embarque. Praticamente 8 horas pq o embarque seria as 8:55 a.m. no dia que já havia chegado pq passava de zero hora (12/7 – segunda feira).

Policiais circulavam para lá e para cá desde cedo. O pessoal da limpeza estava trabalhando, uma máquina encerava o saguão. Ainda quando cochilava levantei os olhos e vi que ao lado da parede onde a poltrona estava encostada havia um policial de costas para mim. Senti confiança e alívio. Deus havia mandado um anjo. Acho que ele nem me viu, pq eu receava que algum policial me dissesse que eu teria que abandonar o local.

Alguns viajantes me olhavam de longe como que assustados. Um outro passageiro que passou a noite com as suas bagagens me olhou muito de longe, mas acho que embaraçado com as suas malas desistiu de vir também  para o local em que eu estava.

Eu dormi. Quando acordei eram 15 para as 5:00 da manhã, com o pessoal do café chegando. Olharam para mim ainda deitado. Logo, me sentei. Já estavam chegando novas pessoas para receberem o primeiro voo que se não me engado era pouco depois das 5 horas. E em seguida fui ao banheiro, escovar os dentes e lavar o rosto e espantar de vez o cançaço e o sono. Depois peguei o elevador para o saguão de embarque. Onde contei 90 guichês da TAP e pensei como é grande esta TAP.

Estava no terminal nº 1, onde haviam 49 gates (portões de embarque). Fiz um lanche e às 7 horas entrei para o novo embarque. Onde esperei por mais duas horas para voar. Novamente fui o primeiro a chegar no portão de meu voo. Estava forte, ansioso, apreensivo mas feliz, estava perto do voo.

O voo atrasou mais uma vez. Às 10:45 voamos naquela imensa máquina, com mais de 340 passageiros, com um peso incalculável. Era hora de voltar o pensamento aos céus para concluir. Gente, como pode algo tão pesado levantar voo como um pássaro. Arrancou com toda a potência, uma velocidade absurda. Estralou daqui, estralou dalí, balançou e subiu. A conclusão óbvia a que todo ser humano devia chegar. Eu disse para mim. Esta é uma prova. Deus existe. E orei dizendo Senhor, Tú que destes sabedoria ao homem para fazer tudo isto voar, segura-nos com a tua poderosa mão. Tem misericórdia de nós. E nos leva em paz para casa. O restante eu conto outra hora.

Beijos,

Sobre bellofilho

Meu nome é Augusto. Eu tenho 66 anos e sou aposentado. Sou compositor e cantor e ultimamente tenho me dedicado ao CD gospel que recentemente gravei, intitulado por "Eu te louvarei" que é o nome de uma das músicas.
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